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Blog da Guaranita

Excesso de roupas não é sustentável

04 de abril de 2018

Sempre disposta a discutir o papel da moda no futuro da sociedade e do planeta, a grife suíça Vetements decidiu criar uma série de eventos pelo mundo para chamar a atenção para a fabricação e o consumo excessivos de roupas. O que acaba gerando acúmulos e descartes desnecessários ao meio ambiente, além de exigir a extração de mais recursos naturais para a confecção. Em resumo, uma prática nada sustentável.

As ações começaram no ano passado, em luxuosas lojas de departamento americanas como a Saks Fifth Avenue, em Nova York, e a Maxfield, em Los Angeles. Este ano tiveram início na Harrods, em Londres, onde quatro vitrines com vista para uma das mais elegantes ruas de moda da capital inglesa foram preenchidas com montanhas de roupas usadas. Que no fim do projeto serão doadas a instituições de caridade

 

 


Reprodução Vogue

Uma das quatro vitrines da Harrods, em Londres, com a pilha de roupas usadas reunida pela grife Vetements.

 

 

O intuito, claro, foi chocar. Mas também mostrar que o problema da sustentabilidade não passa apenas pelo como e onde se produz as roupas, mas também pelo descompasso entre o que se produz e o que consumimos. Ou precisamos consumir. “Acredito que o problema básico da economia é fazer a oferta encontrar a demanda. Toda vez que as lojas entram em liquidação é uma prova de que a coleção foi feita em excesso e é preciso reduzir a valor para que a economia gire”, explicou Guram Gvasalia, CEO da empresa, em entrevista recente à revista Vogue.

 

 


Reprodução Vogue

A campanha para conscientização do excesso de produção e consumo de roupas liderado pela Vetements segue em outros 50 eventos pelo mundo ao longo de 2018


 


Imagina que pelo menos 30% do que as marcas produzem vão parar em aterros sanitários e viram lixo! “É como jogar comida fora em um mundo onde há fome”, diz o CEO. Ainda assim, quando solicitou a grandes marcas o excesso de suas produções para promover a ação, Gvasalia não teve nenhuma adesão porque, segundo ele, “todos têm medo de admitir que produzem mais do que vendem.”

Recentemente, entretanto, a rede de fast fashion H&M teve de reconhecer que tem U$S 4,3 bilhões de roupas não vendidas em seus estoques pelo mundo. A cada ano o excesso é tanto que a empresa criou uma usina energia em sua cidade natal, na Suécia, para queimar peças rejeitadas.

A solução para ter uma cadeia mais sustentável para o planeta seria achar a quantidade de produção ideal para a demanda existente e, ao mesmo tempo, estimular as pessoas a se perguntarem constantemente se realmente precisam comprar mais e mais. Para desestimular o consumo frequente, a própria grife produz peças para durar por muito tempo e apenas em quantidades limitadas. Ainda que a demanda dos compradores muitas vezes seja maior, o que faz os valores subir, claro. 

A campanha de conscientização criada pela grife seguirá ao longo do ano em outros 50 eventos pelo mundo. Vamos ficar de olho e repensar nosso consumo e descarte.

 

 

 


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