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Blog da Guaranita

100 anos de moletom, O vovô mais amado do momento

28 de agosto de 2020

Sim, já faz um século de história do querido moletom!

Desde o início do século XX que existem notícias sobre esse tecido que amamos tanto. Ninguém sabe ao certo quem criou, somente algumas teorias, mas nada comprovado.  É tanta história, que dá para escrever um livro sobre ele!

Nos anos 20, não demorou muito para ganhar sua popularidade entre os atletas da época. O moletom  era feito com tecido 100% algodão, podendo ser flanelado e quentinho, ideal para os dias frios, ou mais leve para práticas esportivas.

Já nos cinemas ele começou a ganhar espaço através do filme do Rock Balboa (1976), estrelado por Sylvester Stallone, onde o moletom aparece com uma modelagem simplista e desleixada.

 

 

 Cena do Filme Rocky Balboa - Sylvester Stallone - 1976

 

Já em 1983 no filme Flash Dance, que conta a história da dançarina Alex Owens, personagem principal e empoderadíssima, que trabalhar em uma usina de aço, executando tarefas exclusivamente masculinas para os padrões da época e a noite dança em uma boate de fama duvidosa, participa de uma audição de balé clássico, dançando jazz , leva um tombo, passa na audição e fica com o mocinho, porém a estrela é ela, a blusa de moletom! Marcando presença em uma cena, com manga longa cortada, na verdade uma improvisação já que a gola era pequena para a atriz e teve que ser cortada. Pronto. Bastou para os adolescentes caírem de amor por ele, o moletom.

 

Cena do filme Flash dance 1983

 

Ainda nos anos 80 este tecido era incluído nas roupas dos catálogos das grandes magazines e vendia a ideia de uma mulher livre para uma rotina confortável sem desmerecer o "ar arrumadinho".

 

Lady Foot Locker, Flare magazine, September - 1987

 

Em um universo a parte, mas muito importante, os movimentos de Street Dance do final dos anos 80 e início dos 90, colocavam o moletom como protagonista da informação visual da galera da periferia de NY, que usam o moletom com capuz e em um tamanho propositalmente maior, dando a aparência de desleixo e de libertação de padrões sociais. Quem não lembra dele, Will Smith, na série "Um maluco no pedaço" com seus moletons descoladíssimos?

 

The Fresh Prince of Bel-air -no Brasil, Um Maluco no Pedaço – 1990

 

Classificado como peça de lounge wear, ou seja, use para dormir, para ir à academia, para ficar em casa, ele sai desta zona de conforto por inúmeras vezes e ganha as passarelas.

Em 2009 a Osklen ousa nas modelagens, cria volumes e coloca o moletom na SPFW, mantendo os tons, preto, cinza e mescla, mostrando que para viver, menos é mais.

 

Osklen - 2009

 

Já a estilista Juliana Jabour em sua coleção inverno 2014 destaca o moletom em peças luxuosas, sofisticadas misturando o liso com o quadriculado, aplicando foil metalizado, ajustando modelagens e ousando em padrões têxteis misturados. Um luxo só!

 

Juliana Jabour Inverno - 2014

 

No mesmo ano marca Cavalera ressuscitou o street wear do moletom com capuz e dá um spoiller no Genderless que viria anos mais tarde.

 

Cavalera inverno - 2014

 

No final de 2019 os Hoodies, como são chamados os moletons em inglês, ganham uma exposição só sua na Holanda. Intitulada The hoodies, esta mostra aconteceu no Het Nieuwe Instituut em dezembro de 2019 e iria se estender até abril de 2020 (paralisada devido a Pandemia). Sob a curadoria de Lou Stoppard esta mostra teve como objetivo destacar a importância sociocultural e sociopolítico deste tecido na história dos jovens contemporâneos.

 

The hoodies - Het Nieuwe Instituut - 2019

 

Em 2020 peças de moletom aparecem em uma versão blusa oversized com um comprimento alongado e com mangas bem amplas em cores lisas, bold, candy ou color blocks.

O cinza clássico que até então era considerado pelas fashionista como sinônimo de desleixo ganha as ruas no corpo das mesmas.

 

 

Atualmente, o conforto, o aconchego e a comodidade nunca estiveram tão em voga, em tempos difíceis de Pandemia, onde ficar em casa se tornou quase uma lei, voltamos de vez a informalidade. Agora a ordem é renovar aquele seu moletom velhinho, que carrega o DNA das formas do corpo e histórias tão particulares.

E ele vem mais despretensioso, arrojado, livre e cheio de cor, simplificando técnicas, permitindo o acesso de todos democratizando a ideia de estilizar suas roupas sem se arriscar lá fora.

No youtube milhares de tutoriais onde famosos e não famosos aparecem customizando suas peças com tie-dye mostrando sempre um resultado bonito. Quanto mais colorido melhor e ainda agrega a ideia do feito em casa, do aconchego, do artesanal.

 

Instagran @grazi massafera 

 

A queridíssima do momento, Manu Gavassi e seus outfits de moletom e tie dye usados no confinamento do BBB 20 causaram tanto frisson que a menina tão cheia de personalidade ganhou uma coleção só sua na C&A.

 

Manu Gavassi para C&A 2020

 

Que legal, juntou a fofurice do tecido e a alegria da cor!

De maneira borrada, multi color, espiral, a técnica tie-dye dando vida nova ao seu velhinho amado, o moletom. Quem não tem um no guarda roupa?

E se não tem, pegue do namorado, da mãe da amiga ou compre um novinho online, é claro!

Então, ele vai continuar por aí, nos acalentando em tempos tão difíceis, ainda bem que a moda sempre é tão generosa.

E viva o moletom e “jogue a primeira pedra” quem não “daria o dedo mindinho” para vestir este abraço em forma de tecido.

Parabéns vovô, você é um querido!! 

 

Por:Roseli Madalozzo

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