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Blog da Guaranita

Mariana Pellicari, do Roupa Livre, fala sobre consumo consciente e responsável

16 de outubro de 2018

Você que acompanha o nosso blog já está cansado de saber que a indústria de moda é uma das que mais poluem no mundo e uma das que tem mais trabalhadores em condições de escravidão, e que, por isso, é tão importante consumir de forma consciente. Mas isso não significa apenas repensar o que compramos e o que descartamos, mas ficar atento a todo o ciclo de vida dos produtos. “A gente precisa se responsabilizar individualmente tanto pelo processo de produção, quanto pelo melhor aproveitamento da peça enquanto está com a gente e quando ela não é mais nossa”, lembra a ex-publicitária Mariana Pellicari, fundadora do projeto Roupa Livre, um estúdio que cria soluções para um mundo que já tem roupa demais.

 

 


Reprodução Roupa Livre

Mariana Pellicari e um dos bazares de troca promovidos pelo projeto Roupa Livre
 

 

Nascido há quatro anos para ser um evento pontual onde as pessoas pudessem trocar, remendar e transformar peças usadas, o Roupa Livre se tornou muito, mas muito mais que isso. É uma verdadeira plataforma inspiracional e de suporte para quem quer abraçar a causa e contribuir para um mundo melhor.

 

 


Reprodução Roupa Livre

O app e um dos livros do projeto Roupa Livre que ajudam a se livrar de forma
consciente das roupas que você não quer mais

 


Ao longo desse período o Roupa Livre já organizou mais de 60 eventos pelo Brasil com o mesmo propósito do primeiro, deu diversos cursos e consultorias para grupos, pessoas e marcas que queriam saber como ajudar nessa transformação de consciência, e criou um aplicativo com mais de 20 mil inscritos para facilitar a troca de roupa por qualquer pessoa em qualquer momento e lugar. Uma espécie de Tinder das roupas! E não para por aí.

 

A Mari também escreveu e-books sobre como estender a vida útil das roupas, o que fazer quando elas não fazem mais sentido no seu guarda-roupa e como todas estas atitudes causam um impacto positivo na sua vida e melhoram nossa relação com o planeta, e abastece frequentemente o site e as redes sociais do Roupa Livre com ideias, projetos e gente bacana que pode nos inspirar e ajudar a reduzir o impacto da indústria têxtil no mundo.

 

 


Reprodução Roupa Livre
Alinhar, uma das iniciativas inspiradoras apresentadas no site do Roupa Livre, que serve como hub de conteúdo e
caminhos possíveis para multiplicar o conceito de consumo consciente e sobrevida às roupas.

 

 

Batemos um papo com ela para saber mais sobre o projeto e como podemos multiplicar essa ideia.
 

- Quais as dificuldades existentes para que o consumo consciente ganhe corpo no Brasil?


Mariana Pellicari: A gente fala muito só de como a gente compra, mas um consumo consciente deveria abranger da produção ao descarte. No Brasil, muitas pessoas já lidam com as suas roupas, compartilham com pessoas próximas, remendam, costuram. O que falta é falar disso como uma opção tão sedutora, válida e importante quanto a compra de uma peça nova. Mas a consciência está crescendo. Lembro que nas primeiras oficinas que oferecemos tivemos apenas uma ou duas pessoas interessadas, agora, a gente vê marcas querendo falar sobre isso. Acho que contribuímos para trazer esse assunto à tona.
 

- Qual a importância do upciclyng nesse processo?


Mariana Pellicari: O upciclyng é apenas uma das técnicas que pode ser usada para fazer uma peça durar mais e assim fazer bom uso dos recursos tanto ambientais quanto humanos que já foram utilizados na produção.
 

- Mas muitas pessoas ainda têm preconceito de usar uma roupa reformada.


Mariana Pellicari: O preconceito se dilui quando você começa a mostrar como é legal e divertido transformar uma roupa usada em outra nova. Você não precisa se vestir mal só porque remendou uma roupa. Dá pra fazer de formas muito incríveis. É preciso disseminar esse conceito para mostrar que ele pode ser tão bacana quanto comprar algo novo na loja.
 

- O que falta para espalhar mais essa ideia?


Mariana Pellicari: É preciso proporcionar oportunidades para as pessoas trocarem e colocarem a mão na massa para consertar, reformar e transformar as roupas. Damos consultorias para que outras pessoas que queiram fazer isso ao redor do Brasil consigam espalhar essa ideia livremente. A gente torce para que iniciativas desse tipo se multipliquem. As pessoas precisam se mobilizar e se conectar com pessoas da sua redondeza para fazer o mesmo. O que faltam são espaços tão sedutores quanto um shopping que se dedique a falar desse tipo de consumo.
 

- Há dois anos você lançou um aplicativo do Roupa Livre. Como está esse projeto?


Mariana Pellicari: O aplicativo foi uma das iniciativas do Roupa Livre, assim como os encontros presenciais, para criar uma solução que facilite a troca de roupas em qualquer momento e em qualquer lugar. Ele foi feito com financiamento coletivo e recentemente fizemos outra campanha que arrecadou parte do dinheiro para fazer melhorias no sistema. Até o fim do ano esperamos ter uma nova versão, com mais funcionalidades, que facilite ainda mais as trocas entre pessoas que estão perto e talvez você nem saiba.

 

 


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