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Blog da Guaranita

Diversidade e sustentabilidade marcam a 46ª edição da SPFW

29 de outubro de 2018

Mais politizado do que nunca, o principal evento de moda do Brasil, o São Paulo Fashion Week, foi realizado entre os dias 21 e 26 de outubro em novos endereços: o Espaço ARCA, um antigo galpão industrial na zona oeste da cidade, que recebeu os desfiles, e o Farol Santander, no Centro, onde se concentraram as discussões sobre o futuro do setor. 

A mudança foi o prenúncio do que seria visto nas passarelas da 46ª edição. O início de um novo tempo para a moda nacional. Mais inclusivo, diverso e sustentável. Isso, muito graças às novas marcas – muitas delas estreantes e ainda sem um ponto de venda próprio –, que se apresentaram no Projeto Estufa, evento paralelo à programação principal.

 

 


Reprodução L’Officiel  e Vogue

Os tecidos ecológicos e biodegradáveis da coleção da Aluf trazem tendências de moda, como os metalizados.
No detalhe, a bolsa-desejo da marca, feita com sementes de açaí.

 

Caso da Aluf, da jovem estilista Ana Luisa Fernandes, que trouxe uma coleção fluida, confortável e com modelagem elaborada, feita com materiais reciclados, tingimentos naturais e fibras ecológicas e biodegradáveis. Destaque para a bolsa de sementes de açaí, eleita uma dos objetos de desejo da temporada. E do designer autodidata Victor Hugo Mattos, que traz o upcycling e o trabalho artesanal em sua essência para, como ele mesmo diz, “produzir beleza a partir do que se tem”. 

Vieram também do Estufa os melhores exemplos de outra forte mudança nesse cenário, o da moda genderless, que vai além do antigo unissex. Não são mais apenas as calças e blazers masculinos que escapam para o guarda-roupa feminino. Mas peças que nascem sem foco em um gênero definido, seja em termos de combinações de cores, modelagem ou corte. Ainda que muitas grifes busquem principalmente a libertação do homem na hora de se vestir, quebrando paradigmas.

 

 


Reprodução FFW
Da esquerda para a direita, Piet, Mipinta, Lucas Lima e Victor Hugo Mattos trouxeram propostas para libertar o
guarda-roupa
masculino dos antigos padrões.

 

Pensando neles, surgem modelagens amplas, coloridas e extravagantes, como apresentou Fernando Miró, da Mipinta. Camisas e calças com aplicações, como mostrou Victor. Pregas, tecidos fluidos e miniblusas como ousou o carioca Lucas Leão. Além da combinação de alfaiataria e streetwear em tons neon, como fez a Piet, marca do estilista Pedro Andrade, que se apresentou na passarela principal.

Ali também uma bem-vinda mudança de ares pode ser sentida. A inclusão foi a principal. Nunca antes as grifes escalaram tantos modelos fora do padrão branco-esquálido que nos acostumamos a ver nas semanas de moda. Gays, trans, negros, plus size, deficientes e representantes da terceira idade marcaram presença. Sendo que as marcas João Pimenta e Apartamento 03 fizeram questão de ter um casting predominantemente negro. Pontos para eles.

A moda ativista se fez presente na temática de algumas coleções como a da Osklen, que jogou luz à necessidade de preservação dos oceanos, dentro do movimento-manifesto ASAP (As Sustainable As Possible, As Soon As Possible). Entre os destaques estão o longo vestido de seda em tie dye e as bolsas de palha e cordas náuticas feitas pelas cooperativas Artesol e Bordando o Futuro.

 

 


Reprodução FFW
O tie dye e o trabalho artesanal em alta nas coleções ativistas da Osklen (esq) e Ronaldo Fraga (centro e dir).

 

Ronaldo Fraga, por sua vez, fez um desfile sobre tolerância, com foco no conflito secular entre palestinos e israelenses. Na passarela, o assunto foi traduzido principalmente em peças de índigo jeans customizados pelas bordadeiras da cooperativa de Barra Longa (MG), e com diferentes padronagens de descoloração (olha o tie dye em alta aí, gente!).  

 

 


Reprodução FFW
Franjas (na foto, desfile da Bobstore), estampas (Amir Slama), metalizados (Patricia Vieira) e logomania
(Cacete Company)
foram outras tendências que surgiram nas passarelas.

 

Outras tendências de moda como as franjas, a volta da logomania e dos lenços, o mergulho sem medo nas estampas e listras, e a alta dos blazers largos também marcaram presença em diversas coleções, como Patricia Vieira, Cotton Project, Two Denin, Bobstore e Amir Slama. Mas esses são assuntos para outros posts mais pra frente.

 

 

 


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