Blog da Guaranita

De volta ao passado

10 de janeiro de 2018

Direto do túnel do tempo, mais especificamente dos anos 90, a logomania volta a ser tendência. Só que a pegada agora não é ostentar, divulgando aos quatro cantos do mundo que você tem uma peça de tal ou tal marca de luxo, mas mostrar que na moda não há regras, hierarquias ou datas. Daí camisetas, bonés, moletons e até tênis com o logotipo retrô de marcas populares como Coca-Cola e Atari estarem se tornando objetos de desejo. Grifes antigas, como Fiorucci, sucesso nos anos 70 e 80, serem relançadas ou homenageadas por outras marcas como velhos hits modernos. E grifes genuinamente de streetwear estarem se ligando ao universo do luxo (caso da Supreme com a Louis Vuitton).

 



Reprodução Lilian Pacce, LV e Daily Mail 
À esquerda: relançada há menos de seis meses, a grife italiana Fiorucci já é uma das queridinhas das influencers internacionais.
Ao centro, mochila Louis Vuitton estampando com 
orgulho o logo da grife de streetwear Supreme.
À direita, a cantora Gwen Stefani usa camiseta vintage da Coca-Cola para compor o look.

 

 

Nascido pelas mãos de jovens estilistas ligados ao streetwear, o movimento brinca com as marcas clássicas, ironiza a alta-costura em releituras de uniformes de trabalho e dá um novo significado a símbolos banais para mostrar que a moda pode ser acessível a todos. É possível criar revisitando o próprio guarda-roupa (ou o brechó), customizando suas produções com o que faz sentido para você e trocando o significado e sentido das coisas.

 



Reprodução Vogue
Em desfile recente da grife Vetements, referência à Juicy Couture, Champion e ao uniforme padrão dos seguranças

 

Que o diga o estilista Demna Gvasalia, da grife Vetements, que há algumas coleções vêm levando para a passarela de alta-costura de Paris marcas pop como Juicy Couture, Reebok e Champion, além de outras referências totalmente fora do mundo da moda para desafiar os padrões estabelecidos e mostrar que a moda não pode estar tão distante das ruas. No ápice da provocação, Gvasalia transformou a camiseta do uniforme da empresa de entregas DHL em objeto de desejo e mais tarde, já como diretor criativo da Balenciaga, colocou à venda uma réplica em couro da sacola de náylon da rede Ikea por mais de US$ 2 mil, enquanto a original era comercializada por poucos centavos.


 



Reprodução Daily Mail, GQ e Twitter 

A camiseta com o símbolo da empresa de entregas DHL que virou objeto de desejo na Vetements. Ao centro, a bolsa Balenciaga que replicava o modelo da sacola de náylon da popular Ikea (à direita).

 

 

Na mesma vibe, o estilista russo Gosha Rubchinskiy – que fez as vezes de modelo no desfile do amigo Gvasalia vestindo a camiseta fetiche da DHL – apresentou na Pitti Uomo Verão 2017, na Itália, uma coleção pautada na logomarca das grifes esportivas Fila e Kappa. A combinação de peças de alfaiataria com moletons e jeans inspirava a quebrar a barreira entre o que se vê nas passarelas e nas ruas e estimulava à aproximação da alta moda com a realidade do público. Bem como a moda deve ser de verdade.

 

 


Reprodução FFW 

 

 


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