Blog da Guaranita

De olho no futuro: Raf Simons

25 de outubro de 2017

À frente da Calvin Klein desde o início de 2016, o estilista belga Raf Simons foi eleito recentemente o melhor designer do ano pelo Council of Fashion Designer of America (CFDA) nas categorias feminino e masculino. Isto é, papou tudo no prêmio considerado o Oscar da moda nos Estados Unidos. O que não é pouca coisa.

 


 


Reprodução Estadão 

O estilista belga Raf Simons durante entrega do prêmio de designer do ano nos Estados Unidos.

 

Apaixonado por arte – ele tem uma coleção particular com dezenas de quadros de artistas contemporâneos como Charles Ray, Richard Prince, Christopher Wool, Cady Noland, Cindy Sherman e Rosemarie Trockel –, Simons adora levar referências de todas as áreas para suas coleções e desfiles. Trabalhos que ganham toques cada vez mais políticos, principalmente após sua saída das grifes Dior e Jil Sander (onde passou sete anos). “Enquanto uma maison de alta-costura fala mais sobre fantasia, a Calvin Klein abraça o realismo”, disse ele em entrevista recente.

Prova disso foi seu provocativo desfile de estreia como diretor criativo da grife americana, cuja trilha sonora começava e terminava com a música “This is not América”, de David Bowie.

 



Reprodução Elle

Em seu desfile de estreia como diretor criativo da Calvin Klein, Raf Simons abriu e fechou a apresentação ao som de “This is not America”, de David Bowie.

 

Já para apresentar a mais recente coleção da grife que leva seu nome, transformou a área sob a ponte de Manhattan, em Nova York, em um beco úmido, com ar de mistério e cheiro de peixe. Tudo para reproduzir uma cena do filme “Blade Runner”, cuja continuação com Ryan Gosling e Harrison Ford estreia este mês nos cinemas.

 


 


Reprodução Vogue

Referências orientais, ocidentais pop e punk se misturam no desfile mais recente da grife de Raf Simons, que teve o filme Blade Runner como tema.

 

Disposto a democratizar – ou ao menos levantar a discussão sobre a democratização da moda –, ele encheu a passarela com modelos andróginos, cobertos com lenço e chapéu para reforçar a despersonalização do gênero, vestindo peças unissex, como trench coats, tricôs, suéteres oversized, calças baggy, coturnos e galochas. Todas criadas com um mix de referências asiáticas e ocidentais, além de pinceladas da cultura punk e pop dos anos 80.

Caso dos guarda-chuvas com cabo de neon, da inscrição “Replicant” (referência direta ao filme) estampada nas blusas, as lanternas chinesas e as capas de discos das bandas Joy Division e New Order que compunham o cenário insólito criado em parceria com o artista gráfico britânico Peter Saville.

Ousadias e posicionamentos que o tornaram o estilista mais queridinho da moda atualmente. Não é à toa, certo?

 

 

 


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