Blog da Guaranita

Arte e moda

07 de fevereiro de 2018

A arte e a moda sempre caminharam juntas. E no fim do ano a revista Elle fez questão de nos lembrar disso logo na capa. Ou melhor, nas capas. Foram cinco variações de uma só vez na edição que eles classificaram como “de colecionador”, com releituras de obras clássicas tendo como figura central artistas brasileiros. Sonia Braga, posou de Mona Lisa; Tais Araújo e Lázaro Ramos refizeram “O Beijo”, de Gustav Klimt; Lea T refez “O Nascimento de Vênus”, de Botticelli; José Celso Martinez Correa estrelou em “O Grito”, de Munch; e Caetano Veloso interpretou a série “Joiners”, de David Hockney.

 

 


Reprodução
Algumas das capas da revista Elle inspiradas em obras de arte clássicas

 

 

Pouco antes disso, a Louis Vuitton retomou sua parceria com o artista americano Jeff Koons, com quem já tinha trabalhado em 2011, para lançar bolsas com pinturas famosas de Leonardo Da Vinci, Rubens, Ticiano e Van Gogh. O que não chega a ser um ponto fora da curva, já que a grife tem em seu histórico de colaboradores artistas como Yayoi Kusama, Stephen Sprouse, Takashi Murakami e Richard Prince, entre outros. Assim como a Prada, que trouxe na coleção Resort 2018 roupas e acessórios com ilustrações feitas pelo artista taiwanês James Jean.

 

 


Reprodução GQFashionista  e NYTimes 
A nova coleção de bolsas Louis Vuitton assinadas por Jeff Koons traz reproduções de telas de Claude Monet, Paul Gauguin, Édouard Manet, Nicolas Poussin, J.M.W. Turner e François Boucher. À esquerda, uma das peças da coleção Resort 2018 da Prada com traços de James Jean.

 

 

E o movimento não se restringe às grifes internacionais. Na mais recente edição da São Paulo Fashion Week, a Osklen, por exemplo, apresentou uma coleção cápsula com roupas estampadas com pinturas de Tarsila do Amaral que deve chegar às lojas este mês (fev/18), coincidindo com a abertura da exposição sobre a artista brasileira no Museu de Arte Moderna de Nova York, MoMA. Enquanto a UMA trouxe referências ao trabalho visceral do artista americano Cy Twombly.

 

 


Vogue 
Coleção cápsula da Osklen, com os traços de Tarcila do Amaral

 

 

Mas não é de hoje que as duas expressões artísticas co-existem. Já nos anos 60, Andy Warhol criava o famoso “vestido sopa”, estampado com as latas de sopa Campbell´s que ele havia pintado anos antes. E Yves Saint-Laurent valia-se da abstração geométrica de Mondrian para dar início a toda uma coleção de vestidos inspirados da pop-art.

 

 


Reprodução The Met e The Fashion Foot (thefashionfoot.com)
À esquerda, vestido Sopa, de Andy Warhol, e, à direita, coleção Pop-art de Yves Saint-Laurant, baseada na obra de Mondrian.

 

 

Mesma época em que, no Brasil, a Rodhia convidou uma série de artistas plásticos e estilistas brasileiros para juntos criarem uma coleção especial para promover os fios sintéticos, a ser apresentada nos desfiles-show da Fenite (Feira Nacional da Indústria Têxtil). O resultado foi cerca de 150 peças assinadas por artistas Carybé, Brennand, Nelson Lerner, Maria Bonomi, Manabu Mabe, Alfredo Volpi, entre outros.

Doada ao MASP nos anos 1970, a coleção com 79 peças foi exposta pela primeira vez ao público em geral em 2015, na mostra “A Arte na Moda”, e agora está novamente disponível na plataforma digital We Wear Culture , lançada pelo Google. Vale a pena ver.

 

 

 

 


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