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Blog da Guaranita

A moda como forma de ativismo feminista

18 de abril de 2018

Quem não se lembra das atrizes, produtoras e diretoras de Hollywood vestidas de preto na cerimônia de entrega do prêmio Globo de Ouro, no início do ano, para protestar contra o assédio sexual sofrido pelas mulheres na indústria cinematográfica americana? Isso porque toda vez que escolhemos uma roupa para vestir estamos nos comunicando com o mundo, passando uma mensagem de como queremos que nos vejam, o que pensamos, como está o nosso humor, qual nossa personalidade e quais as causas que apoiamos.

 

 


Reprodução RollingStone.uol.com.br

As atrizes Elisabeth Moss e Meryl Streep foram algumas das atrizes que foram à cerimônia do Globo de Ouro 2018 usando preto como forma de protesto ao assédio feminino em Hollywood.

 

 

Mas a moda como forma de ativismo em prol da causa feminista não se limita a escolha das peças e nem às consumidoras que as usam. Ela pode começar na indústria e adotar caminhos mais explícitos, como vem fazendo a diretora criativa da grife Dior, Maria Grazia Chiuri. Em 2016 ela colocou na passarela da Semana de Moda de Paris uma camiseta com os dizeres “We should all be feminists” (em português, “Devemos todos ser feministas”) que virou best seller da temporada, e repetiu a dose neste ano, quando toda a coleção foi inspirada nos movimentos pelos direitos da mulher realizados em 1968.

 

 


Reprodução Vogue e UOL 
Blusas com dizeres feministas nos desfiles da Dior em 2016 e 2018: “Devemos todos ser feministas” e “Não é não”.

 


O mesmo caminho panfletário foi adotado por outras marcas internacionais como Prabal Gurung, Elizabeth and James (segunda marca das irmãs Mary-Kate e Ashley Olsen) e até mesmo a fast fashion Forever 21. No Brasil, camisetas bordadas à mão pela jornalista de moda Giuliana Mesquita viraram objeto de desejo com frases feministas como “The Future is Female (em tradução livre, “O Futuro é das Mulheres”), a ponto de irem parar na loja nova-iorquina Bulletin Broads, onde apenas peças produzidas por grifes femininas e feministas independentes, como a Giucouture, são comercializadas. Sendo que 10% das vendas ainda são doadas a uma ONG que garante atendimento médico a mulheres sem recursos.

 


Reprodução Instagram 
Giocouture e algumas das camisestas bordadas que mais fazem sucesso no Brasil e na loja americana Bulletin Broads, em Nova York.

 

A iniciativa da Bulletin Broads mostra que promover o empoderamento feminino por meio da moda também significa dar espaço para as mulheres se colocarem no mercado de trabalho. Assim como inclui a necessidade de se adotar novos padrões estéticos, mesmo que se tenha de ir contra modelos pré-estabelecidos que muitas vezes escondem ideias sexistas e misóginas.

Foi o que fez a grife paulistana Gioconda Clothing, especializada em lingeries e roupas de algodão focadas no conforto de mulheres com corpos normais e não em peças sexy, voltadas ao deleite masculino. E para manter a coerência com seus valores, a estilista Cinthia Santana ainda faz questão de trabalhar prioritariamente com mulheres menos favorecidas e mães solteiras, modelos não profissionais e fornecedores que tenham as mesmas preocupações. “É nossa regra não perpetuar o que a indústria da moda faz, é nosso maior desafio quebrar os padrões estabelecidos pela sociedade patriarcal e opressora… Lutamos pela liberdade e empoderamento da mulher, o que está longe de ser o mais fácil ou o que mais vende. Nosso objetivo é trazer uma reflexão sobre o que usamos, por que e para quem. Muito do que se entende como lingerie está relacionado ao se vestir para a apreciação do público masculino, o que contribui para a fetichização da mulher… Escolhemos ir pelo caminho oposto”, diz a marca em sua apresentação oficial.

 

 


Reprodução Instagram

Conforto, empoderamento e quebra de padrões estão na pauta da Gioconda Clothing

 

É que para construir uma relação verdadeira e duradoura com as mulheres é preciso ir além do discurso e colocar em prática decisões que envolvem equidade de salários, fim de práticas degradantes de trabalho, visão feminina no desenvolvimento do produto etc. Foi para ajudar empresas a atingirem esse objetivo que as jornalistas Juliana de Faria e Maíra Liguori, e a publicitária Nana Lima se uniram para criar a consultoria Think Eva, que trabalha para aumentar a conscientização das marcas da importância de ter o feminismo como bandeira e facilitar o diálogo com esse público que há tempos deixou de ser um nicho e se torno o mercado. E você, o que está fazendo?

 

 

 


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